terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Palavras parônimas são vocábulos muito parecidos, porém têm significados diferentes, por exemplo:

- Iminente - algo que está pendente, prestes a acontecer. * Uma guerra iminente no Oriente Médio?
- Eminente - algo elevado, distinto, importante. * Agradecimento à Eminente Presidente e à Mesa Alta...

-Tráfico - comércio ilegal.
- Tráfego - trânsito de veículo.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O uso dos porquês

Olá, bom-dia! vamos estudar os porquês:

1. Por que
* Preposição por + pronome interrogativo no começo ou meio de orações, em perguntas diretas ou indiretas.
Exs.: Por que Steve Jobs é considerado o gênio que humanizou a tecnologia?
        Eu quero saber por que há polêmica no novo Código Florestal.

* Preposição por + pronome relativo (=pelo qual)
Ex.: Esses são os lugares por que andei.

* Preposição por + conjunção integrante.
Ex.: Estou ansioso por que você consiga aquela vaga de emprego. (a oração sublinhada é uma oração subordina substantiva completiva nominal)

2. Por quê
* Utilizado no fim da frase ou isolado antes de pontuação.
Ex.:  Ainda há ditadura em alguns países por quê?

3. Porque
* Conjunção explicativa.
Ex.: Continue estudando, porque você vai vencer. (oração coordenada sindética explicativa)

* Conjunção causal.
Ex.: As crianças veem muita televisão, porque os adultos estão ausentes. (oração subordinada adverbial causal)

* Conjunção final.
Ex.: Estudemos porque alcancemos os primeiros lugares. (oração subordinada adverbial final)

4. Porquê (o porquê)
* substantivo - equivale a "o motivo"
Ex. Quero saber o porquê do seu protesto.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pontuação no período simples


Este é um dos conteúdos mais importantes para se estudar em língua portuguesa, na minha opinião:

Pontuação no período simples
1.      1. Vírgula – marca uma pausa de pequena duração. Emprega-se não só para separar elementos de uma oração, mas também orações de um só período.
*Não se pode por vírgula entre o sujeito e o verbo nem entre o verbo e seu complemento.
*Utiliza-se a vírgula:
1.1. para separar termos de mesma função sintática, assindéticos (palavras ou orações justapostas, coordenadas):
A riqueza, a saúde, o prazer são coisas transitórias.
Os passantes chegam, olham, perguntam e prosseguem.
1.2. Aposto (equivalêcia com valor substantivo) :
Frei Betto, ex-assessor de Lula, chegou de Cuba ontem.
*também se pode usar travessões ou parênteses em expressões de caráter explicativo.
*E, no caso do aposto, ainda se pode utilizar os dois pontos:
Há necessidade de reforma judiciária: a mais importante das reformas.
*No caso de aposto especificativo não se usa vírgula:
A cidade de Londres é charmosa.


1.3.  Predicativo deslocado:
Lentos e tristes, os retirantes iam passando.

1.4. Adjuntos adverbiais deslocados:
*Porém se ele for curto, de pouca monta a vírgula é opcional.
Ontem, invadiram o plenário. (vírgula facultativa)
Nas décadas de 40 e 50, o cinema produziu filmes interessantes. (vírgula obrigatória)

1.5. Vocativo (chamamento):
Deixe-me, senhora!

1.6. Para separar expressões explicativas, exemplificativas, conclusivas, retificativas:
O amor, isto é, o mais forte e sublime dos sentimentos humanos, tem seu princípio em Deus.

1.7. Para indicar a supressão de uma palavra:
No céu azul, dois fiapos de nuvens.

1.8. Pleonasmo estilístico:
Ao pobre, não lhe devo. Ao rico, não lhe peço.


1.9Nas datas:
Brasília, 22 de setembro de 2011.

2.       2. Ponto e vírgula -  por ser impreciso (intermédio entre o ponto e a vírgula) seu uso depende substancialmente do texto, vejamos algumas formas de utilizá-lo:
2.1.  Para separar num período as orações da mesma natureza quem tenham uma certa extensão.
Depois Iracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.
2.2  Para separar partes de um período, em que pelo menos uma das orações esteja subdivida por vírgula.
Fiz Letras; ele, Medicina.
2.3.  Para separar os considerandos de um decreto, leis, portarias, regulamentos.
2.4 Em enumerações para conferir clareza ao período.
Destacaram-se na entrevista José, o carpinteiro; João, o Marceneiro e Ruy, o pintor.

3.      3.  Dois pontos – empregam-se para anunciar:
3.1. uma citação
Ele disse:
- Queres vir?
3.2. uma enumeração explicativa
Ele comprou duas coisas: um lápis e uma borracha.
3.3. um esclarecimento, uma síntese, uma conseqüência
A felicidade traduz-se por isto: criarem-se hábitos.


Manual de Redação da Presidência da República (para a turma do Procon)

Segue o Manual de Redação da Presidência da República, a parte mais importante para as provas de concurso público está nos capítulos I e II

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Novo Acordo ortográfico

Publicando novamente o link do Novo Acordo Ortográfico para as turmas de Engenharia Civil e Administração:  http://g1.globo.com/jornalhoje/download/0,,4339-1,00.pdf

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Teste de português

Neste link há testes legais de português. Faça e veja como está o seu português:


http://educarparacrescer.abril.com.br/100-erros/index.shtml

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Complemento Verbal


1.       Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, ou seja, o complemento que normalmente vem ligado ao verbo sem preposição e indica o ser para o qual se dirige a ação verbal. Na voz ativa, representa o paciente da ação verbal. Identifica-se facilmente:
a)      Porque pode ser o sujeito da voz passiva;
b)      Porque corresponde, na 3ª pessoa, às formas pronominais átonas o, a, os, as.
1.1. Objeto direto preposicionado – há casos em que é necessário e obrigatório utilizar preposição no objeto direto, ocorre principalmente:
*quando o objeto direto é um pronome pessoal oblíquo tônico:
Ela amava mais a ele.
Ele esqueceu a mulher e a si.
*quando o objeto é o pronome relativo quem:
Pedro tinha um filho a quem idolatrava.
*com verbos que exprimem sentimentos:
Ela amava a Jorge.
*para evitar ambigüidade:
Ao marido a mulher matou.
*Com o nome Deus:
Só há uma coisa necessária, possuir a Deus.
*com certos pronomes indefinidos:
A estupefação imobilizou a todos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Para descontrair

Resposta para a questão da prova dos Correios

A resposta correta para a questão postada há alguns dias dos Correios é a letra b, pois tanto a colocação pronominal está correta, quanto a utilização dos pronomes também (o pronome "a" como complemento direto do verbo enganar, e o pronome "lhe" como complemento indireto do verbo dar.

Letra A está errada, pois o pronome "lhe" não pode ser complemento de enganei, uma vez que este é V.T.D, e o pronome lhe quando complemento verbal, só funciona como O.I, e nunca como O.D, e além disso na língua culta em vez de "pra" utiliza-se "para"
Letra C está errada, pois não se pode começar um período com pronomes oblíquos átonos - "Lhe dei".
Letra D está errada, pois só se usa "la" após verbos que terminam em r, s ou z, então "enganei-la" está incorreto, o correto é enganei-a.
Letra E está errada, pois o pronome "ela" como complemento verbal deve vir regido de preposição, o correto seria "enganei a ela", ou "enganei-a", mas não enganei ela.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Questão da prova dos Correios


QUESTÃO 52
Assinale a opção em que a fala de Calvin “Mas eu enganei ela! Eu dei pra ela só três moedinhas
de dez centavos!” está reescrita de acordo com a prescrição gramatical para textos escritos.
A Mas eu lhe enganei! Eu dei pra ela apenas três moedinhas de
dez centavos!
B Mas eu a enganei! Dei-lhe apenas três moedas de dez centavos!
C Mas eu enganei-a! Lhe dei só três moedas de dez centavos!
D Mas eu enganei-la! Eu dei-lhe só três moedas de dez centavos!
E Mas eu enganei ela! Dei para ela apenas três moedas de dez
centavos




terça-feira, 21 de junho de 2011

Preposição

Preposição é a classe de palavras que liga palavras entre si; é invariável; estabelece relação de vários sentidos entre as palavras que liga.


Sintaticamente, as preposições não exercem propriamente uma função: são consideradas conectivos, ou seja, elementos de ligação entre termos oracionais. As preposições podem introduzir:

Complementos verbais: Obedeço “aos meus pais”.
Complementos nominais: continuo obediente “aos meus pais”.
Locuções adjetivas: É uma pessoa “de caráter”.
Locuções adverbiais: Naquele momento agi “com cuidado”.
Orações reduzidas: “Ao chegar”, foi abordado por dois ladrões.

As preposições podem ser de dois tipos:

1. Preposição essencial: sempre funciona como preposição.
Exemplo: a, ante, de, por, com, em, sob, até...

2. Preposição acidental: palavra que, além de preposição, pode assumir outras funções morfológicas.
Exemplo: consoante, segundo, mediante, tirante, fora, malgrado...

Locução prepositiva

Chamamos de locução prepositiva ao conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.

Exemplos: por causa de, ao lado de, em virtude de, apesar de, acima de, junto de, a respeito de...

As preposições podem combinar-se com outras classes gramaticais.

Exemplos: do (de + artigo o)
no (em + artigo o)
daqui (de + advérbio aqui)
daquele (de + o pronome demonstrativo aquele)

Emprego das preposições

- as preposições podem estabelecer variadas relações entre os termos que ligam.

Ex.: Limpou as unhas com o grampo (relação de instrumento)
Estive com José (relação de companhia)
A criança arrebentava de felicidade (relação de causa)
O carro de Paulo é novo(relação de posse)

- as preposições podem vir unidas a outras palavras.
Temos combinação quando na junção da preposição com outra palavra não houver perda de elemento fonético.
Temos contração quando na junção da preposição com outra palavra houver perda fonética.

ContraçãoCombinação
Do (de + o)Ao (a +o)
Dum (de + um)Aos (a + os)
Desta (de + esta)Aonde (a + onde)
No (em + o)
Neste (em + este)


- a preposição a pode se fundir com outro a, essa fusão é indicada pelo acento grave ( `), recebe o nome de crase.
Ex.: Vou à escola (a+a)

Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pontuação

Item - Em "Segundo o ex-assessor especial de Lula, Frei Betto, que chegou recentemente de Cuba, onde esteve com Raúl Castro...", o trecho em destaque está entre vírgulas por tratar-se de oração subordinada adjetiva restritiva.


Errado - No caso das orações subordinadas adjetivas, utiliza-se a(s) vírgula(s) para explicar, e não utiliza a vírgula para restringir.
Ex.: Os homens, que são mortais, são dignos de perdão. A oração destacada está entre vírgulas para explicar uma característica dos homens (generaliza)

Ex.: O livro que eu comprei é muito interessante. A oração destacada tem a função de restringir (particularizar) a ideia de livro, nem todo livro é muito interessante, mas sim o que o sujeito "eu" comprou.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Redação Oficial

CLDF POLICIAL LEGISLATIVO – CESPE

Considerando as normas para a redação de correspondências oficiais, julgue o item a seguir.
6. Como um dos atrativos da comunicação oficial por correio eletrônico é a flexibilidade, não se define uma forma rígida para sua estrutura nem há exigência de impessoalidade ou de emprego do padrão culto da linguagem nas mensagens encaminhadas por essa via.



Item Errado - O Correio Eletrônico pode ser um documento oficial, e realmente é flexível quanto à forma, diagramação; porém a impessoalidade e o emprego do padrão culto da linguagem nas mensagens encaminhadas devem continuar existindo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Verbos pronominais

A partícula se pode exercer várias funções, uma delas é de parte integrante do verbo, ou elemento fossilizado do verbo. Nesse caso o verbo é chamado de pronominal e o se não tem nenhuma função sintática, como, por exemplo, os verbos SUICIDAR-SE, ARREPENDER-SE, ESQUECER-SE, LEMBRAR-SE, TORNAR-SE, entre outros:
Ele se suicidou - obs: esse se não quer dizer a si mesmo, não é reflexivo, ele não tem nenhuma função sintática, simplesmente faz parte do verbo.

Curiosidades

Já me perguntaram se risco de vida não seria errado, não está errado porque está implícito risco de perder a vida

terça-feira, 12 de abril de 2011

Item da prova do concurso do TCU - Auditor Federal e Controle Externo

Sob uma forma paradigmática, a língua encarna esse tipo de dados sociais, que pressupõem uma
multiplicidade de seres humanos organizados em sociedades e os quais, ao mesmo tempo, não param de se reindividualizar.

Item - A flexão de masculino em “os quais” mostra que essa expressão retoma um referente masculino plural e não “sociedades” (R.10). O seu emprego, no texto, evita uma possível ambiguidade que poderia ser provocada pelo emprego do pronome que.




Item Certo - "os quais"e "que" são pronomes relativos e têm a função de retomar um termo antecedente. Neste caso como se tem mais de um termo antecedente utilizou-se os quais para não ter dúvida de que se estava retomando os seres humanos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Questão do vestibular da UnB

Questão do 1º Vestibular de 2011 da UnB

*Na fala “Que Deus que nada, porque Deus aqui é nós mesmo” foi usada a linguagem coloquial. Esse trecho poderia ser expresso corretamente em linguagem formal: Não há de se evocar
Deus, porque, aqui, Deus somos nós mesmos.

Item Certo - a vírgula antes da conjunção causal porque é facultativa, pois inicia oração subordinada adverbial causal; deixar o adjunto adverbial aqui entre vírgulas é facultativo, pois com adjunto adverbial curto deslocado a vírgula é opcional; o verbo ser sempre concorda com o pronome pessoal do caso reto, no caso "Deus somos nós".

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vozes Verbais

O fato expresso pelo verbo pode ser representado de três formas:
a) como praticado pelo sujeito:

João feriu Pedro.
Vejo rosas nesse jardim.

b) como sofrido pelo sujeito

Pedro foi ferido por João
Veem-se (São vistas) rosas nesse jardim.

c) Como praticado e sofrido pelo sujeito

João feriu-se.

Exprime-se a Voz Passiva:
a) Com o VERBO AUXILIAR ser e o PARTICÍPIO do verbo que se quer conjugar:

Pedro foi ferido por João (Voz passiva analítica)

b) com o PRONOME APASSIVADOR se e uma terceira pessoa verbal, singular ou plural, em concordância com o sujeito.
Vê-se (=é vista) uma rosa nesse jardim
Veem-se (=são vistas) rosas nesse jardim. (Voz passiva sintética)

terça-feira, 22 de março de 2011

Dica do dia

Lembre-se de evitar períodos muito longos ou sequências de frases muito curtas em uma dissertação para conferir clareza ao seu texto.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Hífen

O hífen deixa de ser empregado quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes r ou s. E, nesses casos, a consoante passa a ser duplicada:
Exemplo:
Como era: Contra-regra; Anti-religioso. Como ficou: Contrarregra; Antirreligioso.

O hífen deixa de ser empregado quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente:
Exemplo: Como era: Auto-estrada; auto-aprendizagem. Como ficou: Autoestrada; Autoaprendizagem.

O hífen permanece quando o prefixo termina com r e a primeira letra do segundo elemento também é r. Exemplo: super-requintado.